AMD Brasil e Edelman Significa realizam evento de lançamento do RYZEN+

Lucas Peperaio
30/05/2018
Notícias

Em evento realizado na semana passada (22/05/2018) na sede da Edelman Significa em São Paulo, representantes da AMD Brasil falaram à imprensa acerca dos seus recentes lançamentos e do seu atual market share diante da concorrência.

A AMD surpreendeu o mercado no ano passado fornecendo processadores competitivos, com mais núcleos e mais threads em cada segmento, através das linhas EPYC, Threadripper e RYZEN. Aqui no site e em nosso canal do youtube, você pôde conferir diversas análises destes processadores. Um mercado que por anos, estava acostumado com processadores Dual Core e Quad Core no segmento mainstream, se deparou com Six Core e Octa Core, e isso mudou o rumo da indústria.

 

O Evento

Tive a oportunidade de estar neste evento junto com outros amigos revisores, onde além de ótimos comes e bebes, ficamos horas discutindo acerca de tecnologia e hardware para PCs (<3), assistimos palestras acerca dos novos produtos e pudemos testar várias máquinas com tecnologia AMD.

Durante o evento, representantes da AMD Brasil falaram sobre os primeiros RYZEN “de segunda geração”, as APUs R3 2200G e R5 2400G. O motivo das aspas é devido ao fato destas APUs utilizarem a mesma arquitetura ZEN dos RYZEN anteriores (mantendo os 14nm), porém com melhorias internas importantes para resolver problemas da primeira leva dos RYZEN: Latência da memória / cache, falta de vídeo integrado, dificuldade de uso de RAM de alta frequência. Por isso é uma “nova geração”, ou, uma revisão.

Passado os problemas inicias com essas APUs, elas se mostraram ótimas opções de baixo custo, mantendo o legado que CPUs como R3 1200 e R5 1400 trouxeram, porém com maior eficiência. As latências diminuíram, agora ambas as APUs contam com vídeo integrado Vega (e que vídeo integrado!), a RAM padrão subiu para 2933 e com isso, tornou a compatibilidade com o famoso kit 3000/3200 mais fácil.

A cereja do bolo foram os RYZEN de segunda geração. Estes sim, trouxeram mudanças mais significativas. Em primeiro lugar é a arquitetura: ZEN+, um refinamento da anterior, que assim como nas APUs, melhorou o subsistema de cache, infinity fabric, trouxe frequências maiores por padrão, que agora alcançam 4Ghz com muito mais facilidade. Além disso, a litografia também foi reduzida, de 14nm para 12nm, o quê possibilita mais recursos no mesmo die, tornando todo o processo mais eficiente.

O lineup foi simplificado. Ao invés de dois RYZEN 3 (1200 e 1300x), quatro RYZEN 5 (1400, 1500x, 1600 e 1600x) e três RYZEN 7 (1700, 1700x e 1800x), agora a AMD conta com apenas um RYZEN 3, o 2200G; três RYZEN 5, 2400G, 2600 e 2600x; e dois RYZEN 7, 2700 e 2700x. Isso facilita tanto a compreensão do público, quanto o cadastro em fornecedores e revendas.
Obs: O R3 1300x consta na lista, mas na prática, não é mais encontrado nas lojas.

Outra novidade é o cooler Wraith Prism RGB. Já existia um cooler “AMD” com iluminação RGB na série passada, o Wraith Max, mas ele nunca chegou a ser vendido oficialmente, sendo visto apenas nas mãos dos revisores (like me). Já o Prism RGB sim, vem com o RYZEN 7 2700x, o melhor processador que a AMD oferece hoje para o mercado mainstream. Cá entre nós, ele é lindo.

É interessante mencionar que na geração passada, nenhum processador RYZEN de 95W fornecia cooler, como o R5 1600x, R7 1700x e 1800x. Como o processo está mais eficiente, a AMD forneceu cooler para todos os novos processadores, por mais simples que seja (Wraith Stealth). Ao menos em stock, é garantido que você conseguirá usar sem mais problemas.

E falando nisto, a filosofia da AMD de permitir overclock em todos os processadores continua. Ao usar placas-mãe B350, X370 ou a nova X470, é possível alterar o multiplicador ou base clock dos processadores, alcançando resultados ainda melhores. Embora eu acredito que os novos CPUs já tem frequências bem altas, graças ao XFR2. Para quem optará por um CPU sem o X, isto com certeza é bem-vindo.

E não parou por ai. A AMD aproveitou a oportunidade para falar sobre o futuro. Após anos atrás da Intel no quesito tamanho do transistor, a AMD anunciou planos para lançar em meados de 2019, novos processadores RYZEN com litografia em 7nm. Isso abre margens para incrementos interessantes, como frequências ainda maiores, ou mais núcleos no mesmo die.

Finalizando as palestras, a AMD mostrou seu market share. Aqui eu vi algo que eu já imaginava. Em conversas com pessoas ligadas à industria, lojistas e fornecedores, soube que a AMD pegou fatias interessantes no mercado de processadores em 2017 através dos RYZEN, em um mercado que era fortemente dominado pela Intel, visto que os processadores FX já estavam defasados. Isto mostra que o mercado mudou e ainda está mudando. Aos poucos, tanto a AMD quanto a Intel estão fazendo a transição do “padrão Dual Core” para o “padrão Quad core”, e porquê não dizer, para o “padrão Six Core”.

Gostaria de agradecer à AMD e Edelman pelo convite ao evento.

1 comentário
  • Daniel Diplay - 14 de junho de 2018

    Muito boa matéria! AMD realmente fez a Intel se mexer e sair da sua zona de conforto! Agora ela precisa realizar o mesmo com as Placas de vídeo, já há varias gerações que não consegue chegar perto da Nvidia, só levando sipuadas!