Review: AMD Radeon R9 290x

Lucas Peperaio
14/06/2015
Review

Em 2013 a AMD introduziu suas novas placas de vídeo no mercado, com uma mudança drástica na nomenclatura, a série HD 7000 deu lugar a série R200. Para facilitar a compreensão do usuário, foram criados alguns segmentos, R5, R7 e R9. O segmento R5 foi destinado às placas de baixo custo, R7 para placas intermediárias e R9 para placas de médio e alto desempenho.

 

Introdução

Dois anos se passaram, e a R9 290x é até o presente momento, a single GPU mais rápida da AMD. Enquanto que a maioria das placas da série R200 foram rebatizadas da série 7000, com ajustes sutis e redução de preço; a R9 290x, assim como sua irmã R9 290, são equipadas com a nova GPU Hawaii, que possui 6.2 Bilhões de transistores e arquitetura GCN 1.1.

Se compararmos com a 7970, a flagship da série 7000, a R9 290x manteve o mesmo preço na data de lançamento, 549 dólares, e recebeu um incremento de quase 40% nos stream processors, que saltou de 2048 para 2816 na R9 290x. Além disso, a R9 290x vem com 1 GB de memória a mais que a 7970, 4 GB, que permite a placa ter mais longevidade, principalmente nos dias de hoje, onde os jogos tem exigido muita memória de vídeo, especialmente em altas resoluções.

HD 7970 R9 290x
GPU Tahiti Hawaii
Stream Processors 2048 2816
TMUs 128 176
ROPs 32 64
Clock da GPU 925 Mhz 1000 MHz
Clock da Memória 5500 MHz 5000MHz
Tamanho da Memória 3 GB 4 GB
Barramento da Memória 384-bit 512-bit
Largura de Banda 264 GB/s 320 GB/s
FP Single Precision Perf. 3.788 TFLOPS 5.63 TFLOPS
FP Double Precision Perf. 0.947 TFLOPS 0.704 TFLOPS
TDP 250w 290W
Preço US$ 549 US$ 549

Uma das novidades introduzidas com a R9 290x e arquitetura GCN 1.1, é a tecnologia AMD TrueAudio, que fornece aos desenvolvedores mais liberdade na criação dos efeitos sonoros nos jogos. Dentro da GPU, foi adicionado um processador dedicado de sinal digital, que além de permitir que os desenvolvedores criem efeitos sonoros complexos, traz também um benefício na performance, já que alguns efeitos de áudio podem usar até 14% do processador, e esta carga agora pode ser transferida para esse processador dedicado.

R9 290x AMD TrueAudio - Peperaio Hardware

Outro recurso interessante é o novo PowerTune, um sistema parecido com o GPU Boost da Nvidia. Essa tecnologia gerencia de forma inteligente a performance e temperatura da placa. Se a GPU esta fria, ela permanece em seu clock máximo, que no caso da 290x é de 1000 Mhz. Quando a GPU chega no limite térmico padrão de 95º, ocorre o throttling, então, o clock e a tensão são reduzidos para que a placa permaneça na temperatura limite. Este limite pode ser alterado pelo AMD Overdrive.

R9 290x AMD Powertune - Peperaio Hardware R9 290x AMD Mantle - Peperaio Hardware

Os outros recursos da arquitetura GCN 1.0 foram mantidos, tais como: AMD ZeroCore Power, Mantle, Eyefinit e etc.

 

Design e Refrigeração

O modelo referência da R9 290x trouxe um design simples, com detalhes na cor vermelha em uma carcaça de plástico na cor preta. O sistema de refrigeração é o mesmo da HD 7970 referência, baseado em fan blower e câmara de vapor, que distribui o calor por toda a superfície de dissipação.

AMD Radeon R9 290x - Peperaio Hardware

R9 290x AMD Fan blower - Peperaio Hardware AMD Radeon R9 290x - Peperaio Hardware - PCB

Sobre os chips de memória e a GPU, vemos o enorme dissipador de alumínio com 15 CM de comprimento, cuja função é retirar o calor dos componentes, para que a fan de 75mm no estilo blower sopre o calor para fora do gabinete. Adicionalmente, a R9 290x possui uma placa base de metal, e sob ela, vemos alguns thermal pads posicionados em componentes essenciais, como por exemplo nos 16 módulos de memória.

AMD Radeon R9 290x Cooler - Peperaio Hardware AMD Radeon R9 290x Cooler - Peperaio Hardware

Olhando para o PCB, vemos o VRM com suas 6 fases, sendo 5 dedicadas a GPU e 1 a memória, portanto, uma configuração 5+1. Ao lado, a GPU Hawaii rodeada pelos 16 módulos de memória, cada um com 256 MB.

R9 290x PCB referencia - Peperaio Hardware

Na parte de cima da placa, vemos um pequeno switch, onde é possível alternar entre as duas BIOS presentes na placa, a Quiet e a Uber. Ao posicioná-lo para o lado das saídas de vídeo (que já vem por padrão), entramos no modo Quiet, onde a fan será limitada a no máximo 40%, que permite um bom desempenho com a placa razoavelmente silenciosa. Ao posicioná-lo para o lado do cooler, acionamos a BIOS Uber, que limita a fan em até 55%. Com a BIOS Uber, temos mais performance com o custo de um pouco mais de ruído, visto que, a placa consegue segurar a temperatura perto do limite de 95º, com menos throttling.

R9 290x AMD Switch Bios Uber e Quiet - Peperaio Hardware

R9 290x AMD Energia - Peperaio HardwareR9 290x AMD Saidas de video - Peperaio Hardware

Ainda na parte de cima da placa, vemos um detalhe que chama a atenção. A placa não possui conexões para crossfire. Isso porquê, a R9 290x traz um novo sistema (XDMA) que dispensa completamente o uso de pontes externas, agora a conexão entre as placas é feita via PCI-Express. No centro da placa vemos a logo Radeon, e mais ao lado vemos os dois conectores de energia, um de 6 e um de 8 pinos, que permitem até 300W de potência.

A placa conta com 4 saídas de vídeo, sendo duas DVI, uma HDMI e uma full display port.

 

Teste em 8 jogos (Full HD)

 

Conclusão

A AMD lançou a R9 290x para ser uma competidora a altura da GTX TITAN e GTX 780 na época, e de fato, a placa superou suas concorrentes. Seu preço era bem competitivo, 100 dólares a menos que a GTX 780 e 450 dólares a menos que a GTX TITAN, mantendo o TDP na mesma faixa das suas oponentes.

Seu sistema de refrigeração é modesto e poderia ser mais eficiente. Em nossos testes preliminares, a placa atingiu facilmente os 95º. Segundo a AMD, o limite de temperatura da placa é ainda maior, então essa temperatura não deve ser um problema durante a vida útil da placa. Porém, hoje, temos no mercado inúmeros modelos customizados da R9 290x, que entregam mais performance e uma temperatura menor. Desse modo, ao optar pela compra de uma R9 290x, é interessante considerar estes modelos ao invés da placa de referência, principalmente se o usuário for adepto da prática de overclocking, ou se simplesmente deseja uma placa mais fria e silenciosa.

No Brasil, podemos encontrar esta placa por aproximadamente R$ 2000,00, a tendência é que este preço diminua agora com o lançamento da série R300.

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