Dos 500 maiores supercomputadores do mundo, mais de 100 são acelerados por GPUs

Lucas Peperaio
24/11/2015
Notícias

A Top500 anunciou a lista dos principais 500 supercomputadores do mundo, e o resultado aponta que mais de 100 destes são acelerados por GPUs, sendo responsáveis por 143 petaflops – mais de um terço da lista.

Dos 100 supercomputadores acelerados por GPUs, 70 são baseados em GPUs NVIDIA Tesla, incluindo 23 de 24 dos novos sistemas que apareceram na lista, com o crescimento anual de 48% em relação aos últimos cinco anos. E os motivos deste crescimento são bem simples.

1 – Lei de Moore

À medida que o tamanho dos transistores se aproxima da escala atômica, torna-se cada vez mais difícil melhorar o desempenho dos chips sem aumentar desproporcionalmente os custos e a necessidade de energia. Enquanto o setor já não pode mais contar com o desempenho que dobra a cada 18 meses, as demandas computacionais continuam a aumentar expressivamente. Isso tem levado à adoção crescente de aceleradores, que trabalham ao lado das CPUs para melhorar o desempenho dos aplicativos científicos e técnicos.

2 – Maioria dos aplicativos são aceleradores por GPU

Um novo estudo realizado pela Intersect360 Research, uma empresa de pesquisa tecnológica, mostra que quase 70% dos 50 aplicativos de HPC (High Performance Computing) mais usados – e 90% dos 10 principais – suportam a computação acelerada por GPU. Entre eles, é possível citar: o aplicativo dinâmico de fluido computacional ANSYS Fluent; o aplicativo dinâmico molecular GROMACS; e agora – conforme anunciado – o VASP, um aplicativo de simulação atomística usado por pesquisadores ao redor do mundo para modelar o comportamento de átomos individuais no nível eletrônico.

3 – Maior rendimento nos datacenters com as GPUs

Os data centers de hiperescala e supercomputação custam centenas de milhões de dólares. No passado, a progressão constante da Lei de Moore lhes permitia serem atualizados junto das GPUs a fim de acompanhar a demanda crescente.  Com adoção da computação acelerada por GPU, esses grandes investimentos em data centers podem ser mais bem aproveitados com a adição dos aceleradores NVIDIA Tesla, que aumentam o rendimento necessário para atender a essas demandas.

“Um dia, todos os supercomputadores serão acelerados”, diz Jen-Hsun Huang, co-fundador e CEO na NVIDIA. “Os principais locais de supercomputação do mundo se voltam à computação acelerada por GPU – tendência esta refletida na lista do Top500. À medida que a descoberta acelerada e os pesquisadores se voltam à computação, aprendizado de máquinas e visualização, veremos essa tendência aumentar.”

Top500

 

E o Brasil?

O Brasil também conta com um representante no Top500. Trata-se do Santos Dummont, o supercomputador da LNCC alimentado por nós de computação equipados com Tesla K40 . Somente a arquitetura acelerada por 396 unidades de processadores gráficos foi suficiente para levá-lo à posição número 265 do ranking mundial, com uma marca de 478,8 Teraflops.

Supercomputador santos dummont

“A NVIDIA tem como um de seus objetivos principais fomentar o mercado de pesquisa e desenvolvimento oferecendo tecnologias de ponta e participando ativamente da construção de supermáquinas como a que foi construída pelo LNCC. Estamos muito orgulhosos em ver o resultado final e o sucesso de seu desempenho no benchmark”, comemora Márcio Aguiar, Gerente de Vendas Enterprise da NVIDIA na America Latina.

 

Fonte: Assessoria de imprensa NVIDIA Brasil

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