Análise ASUS ROG Maximus VIII Extreme – Z170 levado ao extremo

Lucas Peperaio
26/08/2016
Review

Maximus VIII Extreme

Alterando um pouco o que vimos no passado, a Maximus VIII Extreme, assim como outras placas série 100 da ASUS, se afastou do vermelho e preto característico da marca e adotou uma combinação cinza e preta com pequenos detalhes em vermelho, como os adesivos sob a carenagem do painel traseiro.

Maximus VIII Extreme - Look 1

Maximus VIII Extreme - Visao geral Maximus VIII Extreme - Look 3

E apesar de conhecidamente estarmos na geração dos leds, a Maximus VIII Extreme é discreta perto de outras placas-mãe desta série, com leds apenas por baixo da placa-mãe na área do áudio onboard (conforme visto em outras placas z97 e z170) e LED RGB configurável via software sobre o logo ROG no dissipador do chipset, deixando um aspecto bem interessante no projeto. Também é possível desativar todos os leds e deixar o sistema a moda antiga.

Maximus VIII Extreme - ROG Dissipador do chipset

A placa segue o padrão Extended ATX, sendo um pouco mais larga que as placas ATX convencionais, medindo 30.5 cm por 27.2 cm. Como se trata de um projeto especial para overclockers, vamos focar inicialmente nos recursos destinados a esta área.

Olhando para a área do processador, vemos o robusto VRM digital de 12+1 fases que é alimentado duplamente por dois conectores de energia, um de 4 e outro de  8 pinos ATX 12v.

Maximus VIII Extreme - Parte superiorMaximus VIII Extreme - backplate

O circuito, conhecido neste projeto por Extreme Engine Digi+, é equipado com dois controladores PWM para ajustes refinados da tensão do CPU e GPU integrada, MOSFETs Infineom OptiMOS de até 50A, indutores em liga MicroFine com temperatura de operação 30% menor e capacitores sólidos japoneses 10K com cinco vezes mais tempo de vida útil e 20% mais resistência a temperatura; tudo isso coberto por um robusto dissipador em U em conjunto com dois backplates de metal que fornecem refrigeração e reforços adicionais. De fato, é um belo projeto de engenharia pensado nos usuários extremos.

Maximus VIII Extreme - Dissipador do VRM

Outro recurso interessante para overclockers é o ASUS Pro Clock, que funciona em conjunto com o TPU – TurboV Processor Unit. Trata-se de um chip dedicado gerador de base clock (BCLK) que na arquitetura skylake é separado do clock dos barramentos. Ele permite a frequência base de 400 Mhz, podendo ir até 650 Mhz de acordo com a capacidade individual do processador de aguentar tal frequência.

O OC Panel II é a cereja do bolo. O painel pode ser usado de duas formas, através de um compartimento de 5.25 polegadas que acompanha o produto e pode ser fixado no gabinete, permitindo o monitoramento em tempo real da temperatura do processador, multiplicadores, clock e rotação da fan. A segunda forma de uso é externa ao PC, onde você pode fazer configurações e monitoramento mais avançadas sem precisar abrir o case ou reiniciar o sistema.

Maximus VIII Extreme - OC Panel II

No canto superior direito da placa-mãe vemos os 4 slots de memória DDR4 com a tecnologia T-Topology, disponibilizando frequências de até 3733 Mhz com todos os slots ocupados. O módulos podem ser configurados no modo Dual Channel e a placa-mãe suporta até 64 GB de memória.

Maximus VIII Extreme - Slots DDR4

Ao lado temos vários botões e switchs para configurações avançadas. O start, reset e led debugger são figuras carimbadas em várias placas-mãe ASUS, assim como o MemOK que configura corretamente novos módulos de memória afim de evitar problemas na inicialização. Os diferenciais ficam por conta do LN2 Mode, que é autoexplicativo, e o Slow Mode, para forçar o processador a trabalhar em um ritmo mais lento, geralmente útil apenas em depurações ou em sessões de overclock extremo.

Maximus VIII Extreme - Botoe e switchs

Ainda é possível ativar ou desativar os canais de memória específicos via jumpers e ao lado realizar a mesma ação nos slots PCIe, neste caso através de interruptores DIP, também útil em overclock extremo. Vemos também 9 pontos de medição para monitoramento preciso e mais dois botões para iniciar a máquina de forma estável depois de sessões de overclock, o Safe Boot e Retry Button. Há pequenos leds indicativos em certas área da placa-mãe, sendo muito úteis para identificar determinados problemas com agilidade.

Olhando para as opções de armazenamento, a placa conta com 8 portas SATA 3, sendo 6 delas portas nativas do PCH na cor cinza; e duas portas controlada pelo ASMedia 1061, na cor preta. Há também o suporte a duas SATA Express e a conexão U.2 e M.2 de até 32 Gb/s com suporte a NVM Express, ambos alimentados por 4 pistas PCIe 3.0 compartilhadas entre si. A conexão M.2 permite 4 tipos de dispositivos, 2242, 2260, 2280 e 22110, operando no modo SATA ou modo PCIe.

Maximus VIII Extreme - SATA6

Na parte inferior da placa-mãe, além das conexões tradicionais como headers frontais, USBs e Chassi Fan, vemos dois switches bem interessantes. Um é o BIOS Switch que facilmente alterna entre as duas BIOS presentes na placa; e o segundo é o SLI/CFX Switch, que conforme é pressionado, acende um led nos slots mais indicados para SLI e CrossFire 2-Way/3-Way/4-Way.

Maximus VIII Extreme - Parte inferior

Ao todo são 6 slots PCI Express, e apesar de 4 deles serem fisicamente X16, apenas o primeiro é de fato eletricamente X16 e opera no modo PCIe 3.0 X16, sendo o mais indicado para uma única placa de vídeo. O segundo slot X16 opera apenas no modo X4, enquanto que o terceiro slot X16 trabalha no modo X8 ou X4, dependendo da combinação. Por fim, o último slot X16 opera apenas no modo X4 3.0 e é roteado a partir do chipset, assim como os slots X1 da cor preta.

Maximus VIII Extreme - Slots PCie Maximus VIII Extreme - Trilhas do PCie

Resumindo, é possível trabalhar em X16 no primeiro, X8/X8 com o primeiro e terceiro slot, X8/X4/X4 populando também o segundo slot e X8/X4/X4/X4 ocupando o último slot. Sendo assim, como o SLI não funciona no modo X4 e devido a falta de PLXs que permitiria 3-Way e 4-Way SLI, a placa suporta apenas 2-Way SLI por parte da NVIDIA ou 4-Way CrossFire por parte da AMD, ou Quad-GPU no caso de usar duas placas com duas GPUs cada.

Ao lado esquerdo, vemos o nada modesto sistema de áudio integrado SupremeFX, equipado com capacitores de áudio nichicon japoneses, dois amplificadores onboard, o tradicional codec de áudio Realtek ALC 1150 e tecnologias de isolamento a fim de minimizar a interferência.

Maximus VIII Extreme - ROG SupremeFX

Enfim no painel traseiro, vemos dois botões, o primeiro para redefinir a BIOS (Clear CMOS) e o segundo para BIOS Flashback, útil se uma das BIOS ficou corrompida; É interessante notar que a ASUS optou por não colocar nenhuma USB 2.0, ao invés disso, colocou mais duas USBs 3.1 identificadas pela cor vermelha controladas pelo chip ASMedia ASM1142, sendo ao todo 4 USBs 3.1 se considerarmos a conexão reversível abaixo da última USB 3.1, qualificada para Thunderbolt 3 com suporte de até 40 Gbps. Também temos 4 USBs 3.0 no painel traseiro identificados pela cor azul, além de mais dois headers USB 3.0 na placa-mãe, um para cima e outro em ângulo reto, possibilitando mais 4 saídas 3.0.

Maximus VIII Extreme - Painel traseiro IO

Vemos também o ASUS Wifi-GO 3T3R Dual Band que permite até 1300 Mbps, duas saídas de vídeo onboard, sendo um DP 1.2 e um HDMI 1.4b, a rede Gigabit  1219-V, uma porta PS/2 combinada e os conectores de áudio.

E para finalizar, a ASUS também se preocupou com a proteção dos componentes, e trouxe para a placa diversos sistemas de proteção, como por exemplo um fusível adicional para as DRAMs que protege os slots contra sobrecarga e curto-circuito; A tecnologia ESD Guards que protege as portas lan, USB, PS/2 e áudio contra eletroestática, além do provisionamento de energia estável nas portas USBs através da tecnologia TrueVolt USB.